No último sábado, vivi uma tarde muito especial durante a palestra e roda de conversa “Chega de Tontura”, realizada na Associação Paulista de Medicina – Regional São Caetano do Sul.
Mais do que compartilhar informações técnicas como fonoaudióloga e audiologista, meu maior propósito com esse encontro foi criar um espaço seguro, acolhedor e humano para falar sobre um tema que impacta profundamente a vida de muitas pessoas: a tontura.
A ação integrou as atividades do Mutirão Nacional da Tontura 2026, movimento que reúne profissionais de saúde de todo o Brasil para conscientizar a população sobre vertigem, desequilíbrio e distúrbios vestibulares. Como embaixadora do movimento em São Caetano do Sul, tive a oportunidade de conversar com pacientes, familiares e participantes interessados em entender melhor os sintomas, as causas e as possibilidades de tratamento.
Durante a palestra, abordamos temas importantes relacionados à tontura, ao zumbido, à reabilitação vestibular e ao impacto que o desequilíbrio pode causar na autonomia, na segurança e na qualidade de vida das pessoas. Também falamos sobre a importância do diagnóstico correto, já que muitos pacientes convivem durante anos com sintomas sem orientação adequada.
Um dos momentos mais emocionantes do encontro foi a roda de conversa ao final da palestra. Ouvir relatos de superação, dificuldades e experiências compartilhadas reforçou ainda mais o quanto a informação e o acolhimento fazem diferença no processo de cuidado.
A tontura não deve ser considerada normal. Em muitos casos, existe tratamento e possibilidade de melhora significativa através da avaliação especializada, da reabilitação vestibular, de exercícios específicos e de mudanças de hábitos.
Como profissional, acompanhar a evolução dos pacientes e poder estender esse cuidado para além do consultório é algo que dá sentido ao meu trabalho todos os dias.
Cuidar do equilíbrio é devolver liberdade, segurança e qualidade de vida.
Confira abaixo alguns registros do nosso encontro.








